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Mercado mantém projeções apesar da crise

maio 24, 2017
Tempo de leitura 2 min
Fonte: CNseg
Por ora, as projeções do mercado financeiro não foram alteradas em virtude da nova crise política gerada com as denúncias da JBS, na semana passada, colocando o presidente Michel Temer no epicentro do terremoto político. Na nova pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, analistas financeiros mantêm a estimativa de queda da inflação oficial medida pela IPCA- a alta esperada é de 3,92% no ano, 0,01 ponto percentual a menos que na semana anterior. Trata-se da 11ª redução seguida do mercado para a inflação. Em 2018, a aposta do mercado é de redução, na semana, de 0,02 ponto, o que levaria a inflação a ter alta de 4,35%, também abaixo do centro da meta.
Sobre o crescimento econômico, o mercado manteve as projeções da semana anterior. Ou seja, o PIB deve fechar o ano com alta de meio por cento e de 2,5% em 2018.
Especialistas, contudo, podem não ter tido tempo de refletir nas projeções as repercussões das denúncias contra o presidente Michel Temer e a turbulência política gerada pela delação premiada dos donos da JBS, além da reação do mercado financeiro, sobretudo a forte alta do dólar.
Dessa forma, o mercado ainda mantém a previsão de recuo da taxa Selic para 8,5% até dezembro e de corte de um ponto percentual nos juros básicos na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No momento, a Selic tem variação de 11,25% ao ano. No chamado Top-5, grupo que reúne as instituições que mais acertam as previsões, a Selic poderá cair a 8,13% na mediana das estimativas- na semana anterior era de 8,25%.
Na semana passada, o corte da Selic era previsto em 1,25%, mas o cenário mudou para o mercado em virtude das denúncias contra Temer, até porque no mercado futuro de juros as chances de redução mais acentuadas foram descartadas, considerando-se o fechamento do mercado de sexta-feira. A cautela do mercado tem a ver com a perspectiva de que as reformas, principalmente da Previdência, emperrem no Congresso.
No próximo ano, a pesquisa mostra manutenção do cenário de juros a 8,5%, enquanto o Top-5 reduziu a estimativa a 8%, de 8,13%.

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